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Bienal do Livro da Bahia3/15

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Ilustrações do Espaço Infantil da Bienal do Livro Bahia em movimento
PT-BR

Portais da Palavra

Bienal do Livro Bahia 2026 · Espaço Infantil Colgate

O conceito

Criança não lê legenda. Ela lê cor, forma e chão. Por isso o design precisava falar antes do texto.

Assinei a direção criativa, a direção de arte e o design gráfico do maior espaço da Bienal do Livro Bahia 2026.

O tema era “Bahia, identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”. Cenografia e curadoria foram feitas em conjunto com o design. Minha parte foi traduzir essa frase em linguagem visual.

Criei uma linguagem visual afro-indígena para o espaço. Backdrop, portais, letras personalizadas, textura kente, sinalização dos brinquedos e pegadas falam a mesma língua.

O nome Portais da Palavra guiou tudo. Cada portal é uma passagem para dentro de uma história, antes mesmo de a criança saber lê-la. O piso virou amarelinha, porque brincar também é ler.

Acompanhei da ideia à montagem com a planta baixa na mão. Visto por milhares de pessoas, o projeto virou selo de validação profissional.

Elementos
KenteO kente entra porque é um tecido que conta história. Cada faixa dos povos Ashanti e Ewe carrega um significado. Nas fachadas, ele lembra que Salvador também é trama africana.
SankofaA Sankofa resume o projeto. Olhar para trás para seguir em frente. O pássaro fica no alto da cúpula para a criança encontrar a origem antes mesmo de saber ler.
Búzio e patuáBúzio e patuá são proteção dentro da casa afro-baiana. Os dois entram na escala do brincar, para a criança reconhecer como valor o que ela já vê em casa.
Fitinha do BonfimA fitinha é a memória que Salvador carrega no pulso, amarrada com nós e pedidos. As fitas soltas no céu dão movimento e cor, ligando a fé popular ao gesto de desejar.
Presença origináriaA Bahia não é só afro. Crianças indígenas com grafismo no corpo e espirais, que também estão nas pegadas do chão, fazem as duas raízes dividirem o mesmo espaço.
Crianças maioresA escala é invertida de propósito. As crianças são personagens em cartoon, maiores que os adultos, que aparecem só como rabisco de silhueta. No espaço delas, quem conduz a história são elas.
Contraste quente e frioO azul do mar da Bahia é frio. O laranja e o terroso trazem o calor baiano. Os dois ficam lado a lado porque o contraste guia o olhar da criança e cria pontos de descoberta.
Salvador realSalvador não é só a Barra. O painel de 5 por 3 metros vai da Ponta de Humaitá ao Farol, com a fachada azul do Rosário dos Pretos, capoeira, baianas, freiras, crianças com dificuldade de locomoção e easter eggs religiosos.
EN-US

Portais da Palavra

Bahia Book Biennial 2026 · Colgate Children’s Space

The concept

Children don’t read captions. They read color, shape and floor. So the design had to speak before the text.

I led the creative direction, art direction and graphic design of the largest space at the Bahia Book Biennial 2026.

The theme was “Bahia, an identity that echoes in the four corners of the world”. Set design and curation were done together with the design. My part was translating that sentence into visual language.

I created an Afro-Indigenous visual language for the space. Backdrop, portals, custom lettering, kente texture, play area signage and footprints all speak with one voice.

The name Portais da Palavra (Portals of the Word) guided everything. Each portal is a passage into a story before a child can even read it. The floor became hopscotch, because playing is also reading.

I followed it from idea to installation, floor plan in hand. Seen by thousands of people, the project became a seal of professional validation.

Elements
KenteI chose kente because it is cloth that tells stories. Every stripe of the Ashanti and Ewe peoples carries meaning. On the façades, it reminds us that Salvador is also African weave.
SankofaSankofa sums up the project. Look back to move forward. I placed the bird on top of the dome so children find their origin even before they can read.
Cowrie and patuáCowrie and patuá are protection inside Afro-Bahian homes. I brought both to the scale of play, so children see value in what they already know from home.
Bonfim ribbonThe ribbon is the memory Salvador wears on its wrist, tied with knots and wishes. I set the ribbons loose in the sky for movement and color, linking popular faith to the act of wishing.
Indigenous presenceBahia is not only Afro. I drew Indigenous children with body graphics and brought in spirals, which also appear in the footprints on the floor, so both roots share the same space.
Bigger childrenI flipped the scale on purpose. The children are cartoon characters, bigger than the adults, who appear only as sketched silhouettes. In their space, they lead the story.
Warm and cool contrastThe blue of the Bahia sea is cool. Orange and earth tones bring the Bahian heat. I set them side by side because contrast guides a child’s eye and creates points of discovery.
Real SalvadorSalvador is more than Barra. The 5 by 3 meter panel runs from Ponta de Humaitá to the Lighthouse, with the blue façade of Rosário dos Pretos, capoeira, baianas, nuns, children with limited mobility and religious easter eggs.